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Por que parto prematuro acontece?

A gravidez na espécie humana dura, em média, 40 semanas. Chamamos de termo da gravidez o período entre 37ª e 41ª semanas e seis dias, quando geralmente ocorre o parto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os bebês prematuros, que também são chamados de bebês pré-termo, são aqueles que nascem antes de completarem 37 semanas de gestação. Mas afinal, por que um bebê nasce antes da hora? Confira o conteúdo a seguir e aprenda um pouco mais sobre esse assunto!

Hipertensão

Não é novidade para ninguém que a hipertensão é um fator de risco para a saúde – e é ainda mais perigosa quando se está esperando um bebê. Sobretudo depois da 20ª semana de gestação, algumas mulheres podem apresentar essa complicação, sendo a pré-eclâmpsia o problema de pressão alta na gestação mais conhecido.

O acompanhamento pré-natal constante é extremamente importante. Nas consultas agendadas, o médico poderá monitorar cuidadosamente a pressão arterial, de forma que se possa evitar os riscos de complicações. Em caso de alterações nos parâmetros, ele poderá entrar com um anti-hipertensivo adequado para as gestantes. A alteração na pressão pode levar a um parto prematuro espontâneo ou ser uma indicação médica, para garantir a segurança da mamãe e do bebê.

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional é outra doença que pode adiantar o nascimento do bebê, ocasionando um parto prematuro. Esse problema é caracterizado pela elevação dos níveis de glicose no sangue durante a gestação, principalmente porque a placenta secreta alguns hormônios que podem prejudicar a ação da insulina.

A diabetes pode, ainda, provocar excesso de líquido amniótico e um feto acima do peso, fatores de risco para uma rotura prematura da bolsa amniótica e parto prematuro. Esse risco é ainda maior se houver um ganho excessivo de peso materno na gravidez, o que apenas reforça a importância de uma alimentação variada e de atividades físicas, desde que haja autorização do médico. Se não houver o controle adequado com a dieta e os exercícios, a terapia insulínica é a opção mais segura.

Gravidez de múltiplos

A gestação de múltiplos fetos, como gêmeos e trigêmeos, por exemplo, é outra possível causa de nascimentos prematuros. Esse é um fenômeno que sempre existiu, inclusive nas gestações naturais, mas que está se tornando ainda mais comum por conta dos avanços dos tratamentos de reprodução assistida.

Patologias maternas e malformação fetal

Por fim, algumas doenças maternas, como colo do útero curto, incompetência do colo uterino, descolamento de placenta, infecções urinárias e genitais, anemia, mioma e câncer de colo de útero, podem predispor ao parto prematuro. Fatores comportamentais como tabagismo e etilismo também aumentam o risco para um nascimento adiantado. Além disso, histórico de parto prematuro em gravidez anterior é um sinal de alerta. Da mesma maneira, diversos casos de malformação do bebê podem necessitar de um parto antes do termo. Esses cenários reforçam ainda mais a importância de fazer um bom acompanhamento pré-natal, que deve ser iniciado assim que você descobrir a gravidez.

As contrações uterinas, dor ou incômodo na barriga ou no fundo das costas e corrimento vaginal podem ser sinais de um trabalho de parto prematuro. Na dúvida, procure o seu obstetra ou um hospital próximo de você para avaliar os sintomas. Dependendo do caso, há intervenções que podem ser feitas para inibir o parto prematuro ou diminuir os riscos para o bebê.

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Revisado por Dr. Jerônimo Neto (CRM-CE 7415 |RQE 5032), Dr. Zeus Peron (CRM-CE 8775 | RQE 6175), Dr. Elson Almeida (CRM-CE 9993 | RQE 5103) e Dr. Everardo Guanabara (CRM-CE 7058 | RQE 7264).

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