Medicina Fetal

Ramo de atuação da ginecologia e obstetrícia, a medicina fetal inclui a avaliação do crescimento fetal e seu bem-estar, a manutenção da saúde fetal e o diagnóstico de doenças fetais e anomalias, garantindo ainda o bem-estar da mãe.

“A medicina fetal pode ser entendida também como medicina materno-fetal, pois muitos problemas do feto advêm da mãe, por exemplo, o lúpus na gestante pode levar alterações do ritmo cardíaco no feto gerando hidropsia fetal, desta forma às vezes chegamos a diagnosticar doenças na mãe através de condições fetais encontradas. Então, aquilo que você faz voltado inicialmente para o feto, possibilita um olhar diferenciado para a mãe, e da mesma forma melhora o resultado reprodutivo nas próximas gestações”, explica o Dr. Everardo de Macedo.
É uma especialidade que requer conhecimentos fundamentais de embriologia, obstetrícia, genética médica, neonatologia, morfologia e dismorfologia fetais, física médica e fisiologia e fisiopatologia fetais.

O profissional da área, conhecido como fetólogo, domina métodos de diagnóstico de imagem e endoscópicos necessários para exame médico de seu paciente, o feto, tais como ultrassonografia, ressonância nuclear magnética e fetoscopia. Está habilitado a fazer procedimentos diagnósticos no ambiente fetal, guiados por métodos de imagem, notadamente a ultrassonografia, com finalidades diagnósticas diversas, como cariótipo fetal, diagnóstico de infecções fetais, entre outras.

É um exame fundamental hoje na assistência obstétrica moderna a avaliação fetal no primeiro trimestre (ultrassom morfológico do primeiro trimestre), que avalia não só a morfologia do feto podendo rastrear até 70% de anomalias congênitas maiores, como também possibilita o cálculo de risco para condições fetais a exemplo das aneuploidias como a trissomia do 21 (síndrome de Down), o risco de parto pretermo, de abortamento, natimortalidade, macrossomia fetal e restrição de crescimento, assim como condições maternas como a diabetes e a pré-eclâmpsia. Este exame não descarta o morfológico de segundo trimestre, mas um complementa ao outro, integrando informações e promovendo nova avaliação do feto e um novo cálculo de risco. Estas duas avaliações podem gerar individualização de condutas e mudar os rumos da gestação promovendo um desfecho com êxito para o binômio materno-fetal.

O acompanhamento mais detalhado por um especialidade em medicina fetal é indicada no pré-natal das gestações de alto risco e da gravidez múltipla.

Especialistas

Everardo de Macedo Guanabara

Medicina Fetal

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